O que é teologia histórica

A teologia histórica investiga os mecanismos sociais, culturais e históricos que deram início às ideiassistemas, e afirmações teológicas.

Naturalmente, o estudo de dois mil anos de reflexão teológica cristã é um campo extremamente vasto.

O que é investigado na teologia histórica

Além de analisar a prática da Igreja, a teologia histórica também aborda seu pensamento e aquilo que ela ensina. Isso pode se relacionar com algumas perspectivas: a prática da Igreja na área de missões (história da Igreja) e a reflexão que ela faz sobre sua missão (história da teologia), ou a evolução de suas práticas litúrgicas (história da Igreja) e a reflexão sobre o significado do culto e da liturgia (teologia histórica).

Esse estudo pode ter várias abordagens, como por exemplo, o dogma. A história do dogma é a análise de certos temas que receberam uma definição oficial e normativa. A história da teologia não chega a ter um campo tão limitado como a história do dogma, nem tão amplo como a história do pensamento cristão, mas seu objetivo é considerar o corpo de doutrinas existente em cada período da história.

Alguns estudiosos também empregam os termos “história das ideias” e “história intelectual” para se referir ao contexto mais amplo dentro do qual se insere a teologia histórica, incluindo tópicos que estão além dos limites da teologia clássica, como certas questões filosóficas, éticas, políticas e sociais.
A história da teologia é, acima de tudo, uma ferramenta pedagógica, porque oferece informações sobre o desenvolvimento dos grandes temas teológicos, os pontos fortes e fracos das diferentes abordagens e destaca os marcos mais notáveis do pensamento cristão. É também uma ferramenta crítica, pois permite ver as falhas, as limitações e os condicionamentos de certas formulações doutrinárias, o que possibilita seu contínuo aperfeiçoamento de quem a estuda.

É possível estudar a teologia histórica tomando por base duas abordagens diferentes, a temática ou a cronológica.

A abordagem temática considera separadamente cada um dos grandes temas da teologia cristã (Deus, Cristo, a Igreja etc.), como o tema foi estudado ao longo dos séculos. A abordagem cronológica considera os principais autores e tópicos de discussão em cada período da história.

Teologia Sistemática, Histórica e Filosófica

Essas são os três principais ramos da teologia, em seus estudos sobre teologia serão esses os três grandes temas.

Teologia história é um ramo do saber teológico que está preocupado em analisar a discriminar as ideias de um contexto histórico específico, que influenciaram ou que trouxeram elementos que contribuíram para a construção de uma ideia teológica.

Nos discursos dos primeiros teólogos cristãos, para formular as ideias a respeito de Deus, foram tomadas ideias da filosofia grega para facilitar a compreensão do discurso a respeito de Deus.

Esses discursos sofrem influências dos pensamentos e contextos históricos em que essas doutrinas são formuladas.

A teologia histórica tem, portanto, a função de analisar as doutrinas e o contexto histórico onde surgiram, para verificar a influência sofrida dentro desse contexto.

A teologia histórica é desenvolvida dentro da história, é uma das formas da teologia. Todo o processo acontece dentro da história, seja a iluminação, seja a revelação.

A história é desenvolvida dentro de determinado contexto, e para se compreender o que se escreve é preciso entender o contexto. A teologia não pode ser feita de um lugar distante da história. Não podendo ser possível afirmar que é dogmática.

O ser humano a todo momento produz cultura, e dentro disso está o pensamento religioso. E como desdobramento está o pensamento teológico. Para se ter uma compreensão adequada dos fundamentos do pensamento teológico é preciso examinar a história, a estrutura cultural e os pensamentos.

 

Quais as diferenças entre arminianismo e calvinismo?

Sem a menor dúvida um sinal dos tempos modernos é o crescente debate e estudo da palavra de Deus trazendo importantes contribuições para as discussões que surgem ao redor do mundo inteiro.

Com esse interesse surgem comparações e discussões Teológicas a respeito do tema, criando também uma série de dúvidas como: quais as diferenças entre arminianismo e calvinismo?

Se você quer a resposta para essa pergunta continue lendo e descubra o que você precisa saber.

 

Mas afinal, quais as diferenças entre arminianismo e calvinismo?

O Calvinismo nada mais é do que um movimento religioso que formou uma ideologia sociocultural que possui suas bases na reforma que iniciou João Calvino em Genebra, ainda no século XVI.

O sistema de interpretação da Bíblia segundo o Calvinismo pode ser facilmente resumido nos 5 pontos que veremos a seguir, conhecidos como “os 5 pontos do Calvinismo”

  • Ponto do Calvinismo: Depravação total (Total Depravity)

Esse ponto afirma que todos os homens nascem completamente depravados, sendo incapazes de se salvar ou escolher o lado do bem em questões relacionadas a espiritualidade.

  • Ponto do Calvinismo: Eleição incondicional (Unconditional Election)

O segundo ponto do Calvinismo afirma que deus escolheu, dentro todos os decaídos, um enorme número de humanos pecadores por graça pura, sem considerar qualquer tipo de mérito, fé ou obra neles.

 

  • Ponto do Calvinismo: Expiação limitada (Limited Atonement)

Esse terceiro ponto do Calvinismo afirma que Jesus morreu na crus para pagar o preço justo por ter resgatado somente alguns eleitos.

 

  • Ponto do Calvinismo: Graça Irresistível (Irresistible Grace)

O quarto ponto do Calvinismo afirma que o Espirito Santo convence os eleitos, ou seja, que a Graça de Deus é irresistível para eles, pois infunde a fé salvadora nos mesmos.

 

  • Ponto do Calvinismo: Perseverança dos Santos (Perseverance of Saints)

O quinto, e último, ponto do Calvinismo prega ainda que os eleitos irão chegar ao céu e perseverar na sua fé até o fim, logo, nenhum deles perderá a salvação.

 

Agora, sobre o Arminianismo, é possível dizer que é uma doutrina escrita por Jacobus Hermann, que era um teólogo holandês, que viveu entre 1560 e 1609, que era muito conhecido pelo seu último nome, um tanto latinizado, que era Arminius.

Vale lembrar que o sustema de Arminius foi criado pois ele refutou o sistema de Calvino, criando 5 pontos distintos do anterior, que são:

 

  • Ponto do Arminianismo: livre-arbítrio e capacidade humana

Segundo o Arminianismo todos os homens, mesmo sendo pecadores, são totalmente livres para fazer suas escolhas, aceitando ou recusando a salvação oferecida por Deus através da Graça Proveniente.

 

  • Ponto do Arminianismo: eleição condicional

Segundo o Arminianismo Deus não escolheu humanos independente de seus pecados e sim, elegeu homens que previu que apresentariam fé em Cristo.

 

  • Ponto do Arminianismo: Expiação ilimitada

Outro ponto de divergência é que segundo o Arminianismo Jesus Cristo morreu por todos os homens e não somente por causa daqueles eleitos, como afirma o Calvinismo.

 

  • Ponto do Arminianismo: Graça Resistível

Se por um lado o Calvinismo prega que o eleito não pode resistir à Graça o Arminianismo afirma que o homem que não quer ser salvo pode sim resistir à Graça de Deus.

 

  • Ponto do Arminianismo: Decair da Graça

Embora esse tenha sido um ponto proposto pelos remonstrantes, já que Arminius acreditava na doutrina da Perseverança dos Santos, ele passou a integrar o Arminianismo.

Esse ponto afirma que os homens salvos, caso não perseverem até o fim, podem perder a salvação.

Vale lembrar ainda que o Arminianismo, atualmente, é o sistema adotado pela maioria das igrejas evangélicas.

Essas são as diferenças entre o arminianismo e calvinismo.

 

Como viver o evangelho no seu ambiente de trabalho

A vida é feita de diversas tarefas, atitudes e caminhos que percorremos, escolhemos e realizamos, não é mesmo?! O mais interessante é que na maioria desses caminhos citados acima, a convivência tem papel importante na vida e no acontecimento das coisas, se tornando algo fundamental para o desenvolvimento humano.

O trabalho, então, é um desses locais de convivência, onde temos que lidar com outras pessoas, com suas atitudes e com suas próprias decisões.

Dessa forma, muita gente acaba ficando em dúvida sobre como viver o evangelho no seu ambiente de trabalho, sendo fiel aos ensinamentos e encarando suas atividades.

Então para saber mais sobre como viver o evangelho no trabalho, continue lendo e descubra o que você precisa saber.

 

Mas afinal, como viver o evangelho no trabalho

Algo muito importante que deve ser compreendido é que trabalho é imitação, então o seu caminho profissional pode mostrar ao mundo o quão bom deus é e quanto isso pode ser satisfatório.

Isso por que é fundamental lembrar que Deus nos fez à sua imagem e semelhança, então nada melhor do que agirmos sempre como ele, sendo amáveis, gentis, generosos e amando o próximo.

Além disso uma ótima maneira de viver o evangelho no ambiente de trabalho é trazendo a ordem para o caos, refletido o caráter de Deus.

Ser criativo também é andar sob os passos de Deus, descobrindo a sabedoria que usou na criação do mundo.

Outro ponto importantíssimo é lembrar que trabalho é amor e por isso devemos trabalhar de todo o coração, amando a Deus e ao próximo como a nós mesmos. Assim a motivação para o trabalho será o amor a deus e também o amor ao próximo.

Outro aspecto fundamental é que o trabalho é uma forma de servir ao próximo, não importando o seu cargo de ocupação, desde dono da empresa até servente, pois Cristo veio ao mundo como servo, e assim como ele devemos servir também.

Olhe à sua volta, os seus colegas de trabalho e pense quantos deles conseguem doar-se inteiramente ao bem do seu próximo. Então, como cristãos, devemos sempre ajudar para então sermos ajudados e servir, para então sermos servidos, conseguido aquilo que realmente queremos.

Além disso tudo, é importante lembrar que muitas pessoas trabalham unicamente porque precisam do dinheiro dos seus salários, esquecendo que Cristo assegurou que cuidaria de nossas necessidades.

O que acontece é que o mundo trabalha para sentir-se importante, especial e para viver o evangelho no ambiente de trabalho o que devemos fazer é exaltar a Cristo, mostrando que o trabalho é o amor que nos permite prover para outros.

O mais importante ainda, é nunca esquecer que este mundo é passageiro e que o nosso verdadeiro tesouro está no reino dos céus.

Por fim, a melhor forma de viver o evangelho no nosso ambiente de trabalho é mostrar carinhosamente aos colegas que toda provisão material desse mundo vai enferrujar e passar e que o amor de Cristo permanecerá para a eternidade.

Então o que podemos fazer é usar nossos trabalhos com amor para compartilhar o evangelho com nossos colegas, comunicando e mostrando uma forma de viver mais prazerosa e plena.

Por isso é importante se relacionar bem com esses colegas de trabalho, tratando-os sempre como pessoas, cada uma com suas dúvidas, com suas experiências de vida, e não somente como projetos evangelísticos.

Então, encare o trabalho com amor, como uma forma de servir ao próximo, como uma maneira de prover a outros e como uma oportunidade de espalhar e compartilhar a palavra de Deus, amando o próximo como a ti mesmo.